Começa a ser hábito contar com a companhia da senhora dona chuva nas viagens em reportagem a Espanha. Desta feita até à Galiza. E como o lado positivo das coisas, das pessoas e das situações é sempre fantástico, posso assegurar que a chuva ajuda a proporcionar uma imagem diferente, mas igualmente bela das cidades, das pessoas e das situações.
Santiago de Compostela, uma cidade que nos soube receber pela segundo vez num espaço de pouco mais de dois meses. A chuva parou e permitiu um passeio a pé pela histórica cidade. Rumo a um restaurante para jantar, a cidade universitária mostrou-nos o que de melhor tem para oferecer: uma identidade vincada mas apreciada, frequentada e vivida por uma autêntica malha de retalhos humana. As diferenças coabitam lindamente. Uma cidade limpa.
Daqui a umas horas o convento de San Francisco abre portas para acolher uma cerimónia cujos pressupostos são inéditos s nível ibérico. Fica a esperança que os mesmos se concretizem.
segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Expo 2008 - Saragoça
Trovoada, calor, granizo, riso, natureza, conhecimento, crescimento e pessoas, são palavras que marcam esta viagem. Não me recordo de ver tantas faíscas no céu como aqui. As tardes são quentes e abafadas (32 graus). As noites, por seu turno, chuvosas, 'granizadas' mas divertidas. O riso, o conhecimento e o crescimento é precisamente por causa das pessoas, pessoas, pessoas, pessoas e pessoas. Quanto à natureza...é mais ou menos por isto (pág. 02 e 05).
Expo 2008 - Saragoça 2
Mas o certame vale, sem dúvida, que o obstáculo da 'sala de prensa' tenha sito ultrapassado. Ter a possibilidade de, num espaço relativamente pequeno, ver, sentir, cheirar, tocar e ouvir as especificidades de mais de 150 países é grandioso. E mas uma vez, é perante a heterogeneidade que percebemos que há linguagens, sentimentos, olhares e toques perfeitamente tranversais e perceptivéis. Apesar de todas as diferenças da manta de retalhos...
Expo 2008 - Saragoça 1
Não foi um processo de credenciação fácil. Prevenir e desconfiar devem ser as palavras de ordem do nosso país vizinho, no que a segurança diz respeito. Para além de ter sido moroso - e estou a usar um termo simpático - obter a fitiinha de colocar ao peito e que nos dá luz verde para trabalhar devidamente, a assistência humana e técnica fornecida aos jornalistas está, na minha opinião, muito aquém das espectativas. Em nome de uma segurança excessiva não pode valer tudo. Um bocadinho mais de simpatia dava jeito. Mesmo muito jeito.
segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
Chão
Disse-lhe que vinha da política e que não gostava de escrever sobre cultura por causa da palavra subjectividade. Disse-lhe que tinha pedido aos editores para lhe fazer esta entrevista e assistir ao concerto. Disse-lhe que tinha saudades de Braga e do Paulo Brandão. Disse-lhe que ainda não tinha entrado no Teatro Circo desde que foi reaberto.
Não foi preciso dizer-lhe que aquilo não era uma entrevista normal, mas sim uma conversa em jeito de vénia à sua impressão digital. Não foi preciso dizer-lhe quase nada porque a linguagem dos sentimentos é universal e dispensa a voz. Não foi preciso falar das pessoas que conhecemos em comum. Não foi preciso dizer-lhe que sabia que aquele sítio era especial para ela: uma espécie de berço para gente crescida.
Fazer entrevistas é sempre entrar no mundo de alguém ou de alguma coisa. Fazer entrevistas pode ser bom ou não. Fazer entrevistas não depende só da perícia de quem está a entrevistar. Fazer entrevistas implica partilha. Fazer entrevistas implica dar e receber. Fazer entrevistas implique que alguém deixe entrar e que tenha a gentileza de ser. Apenas ser. Com simplicidade.
Queria tirar teimas e pisar um chão mais próximo. Queria ter certezas que a minha admiração era plausível. Queria confirmar o poesia de Jorge Reis-Sá sobre ela. Queria atestar a razão de ser do brilho nos olhos do Pedro quando fala dela.
Pedi para fazer a entrevista e assistir ao concerto. Pedi para rever Braga e o Teatro Circo.
Os pedidos foram aceites. As duvidas tiradas. Um grande presente recebido, apesar de Braga, naquele dia ter estado, não pelas melhores razões, na minha rota. Continuo com saudades do Paulo Brandão. Vi-o de fujida e porque o tempo não dá para tudo só consegui ver que deixou crescer o cabelo.
O Teatro Circo merece uma vénia. O Paulo Brandão merece uns parabéns pelo trabalho fantástico que está a fazer. A Mafalda Veiga merece o meu sentimento. Sem palavras, mas com ‘Chão’.
Não foi preciso dizer-lhe que aquilo não era uma entrevista normal, mas sim uma conversa em jeito de vénia à sua impressão digital. Não foi preciso dizer-lhe quase nada porque a linguagem dos sentimentos é universal e dispensa a voz. Não foi preciso falar das pessoas que conhecemos em comum. Não foi preciso dizer-lhe que sabia que aquele sítio era especial para ela: uma espécie de berço para gente crescida.
Fazer entrevistas é sempre entrar no mundo de alguém ou de alguma coisa. Fazer entrevistas pode ser bom ou não. Fazer entrevistas não depende só da perícia de quem está a entrevistar. Fazer entrevistas implica partilha. Fazer entrevistas implica dar e receber. Fazer entrevistas implique que alguém deixe entrar e que tenha a gentileza de ser. Apenas ser. Com simplicidade.
Queria tirar teimas e pisar um chão mais próximo. Queria ter certezas que a minha admiração era plausível. Queria confirmar o poesia de Jorge Reis-Sá sobre ela. Queria atestar a razão de ser do brilho nos olhos do Pedro quando fala dela.
Pedi para fazer a entrevista e assistir ao concerto. Pedi para rever Braga e o Teatro Circo.
Os pedidos foram aceites. As duvidas tiradas. Um grande presente recebido, apesar de Braga, naquele dia ter estado, não pelas melhores razões, na minha rota. Continuo com saudades do Paulo Brandão. Vi-o de fujida e porque o tempo não dá para tudo só consegui ver que deixou crescer o cabelo.
O Teatro Circo merece uma vénia. O Paulo Brandão merece uns parabéns pelo trabalho fantástico que está a fazer. A Mafalda Veiga merece o meu sentimento. Sem palavras, mas com ‘Chão’.
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