Disse-lhe que vinha da política e que não gostava de escrever sobre cultura por causa da palavra subjectividade. Disse-lhe que tinha pedido aos editores para lhe fazer esta entrevista e assistir ao concerto. Disse-lhe que tinha saudades de Braga e do Paulo Brandão. Disse-lhe que ainda não tinha entrado no Teatro Circo desde que foi reaberto.
Não foi preciso dizer-lhe que aquilo não era uma entrevista normal, mas sim uma conversa em jeito de vénia à sua impressão digital. Não foi preciso dizer-lhe quase nada porque a linguagem dos sentimentos é universal e dispensa a voz. Não foi preciso falar das pessoas que conhecemos em comum. Não foi preciso dizer-lhe que sabia que aquele sítio era especial para ela: uma espécie de berço para gente crescida.
Fazer entrevistas é sempre entrar no mundo de alguém ou de alguma coisa. Fazer entrevistas pode ser bom ou não. Fazer entrevistas não depende só da perícia de quem está a entrevistar. Fazer entrevistas implica partilha. Fazer entrevistas implica dar e receber. Fazer entrevistas implique que alguém deixe entrar e que tenha a gentileza de ser. Apenas ser. Com simplicidade.
Queria tirar teimas e pisar um chão mais próximo. Queria ter certezas que a minha admiração era plausível. Queria confirmar o poesia de Jorge Reis-Sá sobre ela. Queria atestar a razão de ser do brilho nos olhos do Pedro quando fala dela.
Pedi para fazer a entrevista e assistir ao concerto. Pedi para rever Braga e o Teatro Circo.
Os pedidos foram aceites. As duvidas tiradas. Um grande presente recebido, apesar de Braga, naquele dia ter estado, não pelas melhores razões, na minha rota. Continuo com saudades do Paulo Brandão. Vi-o de fujida e porque o tempo não dá para tudo só consegui ver que deixou crescer o cabelo.
O Teatro Circo merece uma vénia. O Paulo Brandão merece uns parabéns pelo trabalho fantástico que está a fazer. A Mafalda Veiga merece o meu sentimento. Sem palavras, mas com ‘Chão’.
Não foi preciso dizer-lhe que aquilo não era uma entrevista normal, mas sim uma conversa em jeito de vénia à sua impressão digital. Não foi preciso dizer-lhe quase nada porque a linguagem dos sentimentos é universal e dispensa a voz. Não foi preciso falar das pessoas que conhecemos em comum. Não foi preciso dizer-lhe que sabia que aquele sítio era especial para ela: uma espécie de berço para gente crescida.
Fazer entrevistas é sempre entrar no mundo de alguém ou de alguma coisa. Fazer entrevistas pode ser bom ou não. Fazer entrevistas não depende só da perícia de quem está a entrevistar. Fazer entrevistas implica partilha. Fazer entrevistas implica dar e receber. Fazer entrevistas implique que alguém deixe entrar e que tenha a gentileza de ser. Apenas ser. Com simplicidade.
Queria tirar teimas e pisar um chão mais próximo. Queria ter certezas que a minha admiração era plausível. Queria confirmar o poesia de Jorge Reis-Sá sobre ela. Queria atestar a razão de ser do brilho nos olhos do Pedro quando fala dela.
Pedi para fazer a entrevista e assistir ao concerto. Pedi para rever Braga e o Teatro Circo.
Os pedidos foram aceites. As duvidas tiradas. Um grande presente recebido, apesar de Braga, naquele dia ter estado, não pelas melhores razões, na minha rota. Continuo com saudades do Paulo Brandão. Vi-o de fujida e porque o tempo não dá para tudo só consegui ver que deixou crescer o cabelo.
O Teatro Circo merece uma vénia. O Paulo Brandão merece uns parabéns pelo trabalho fantástico que está a fazer. A Mafalda Veiga merece o meu sentimento. Sem palavras, mas com ‘Chão’.

5 comentários:
Ora aqui está um belo texto que também serve como lição para e de como fazer uma entrevista...agora ficamos à espera da dita entrevists. A musica da Mafalda Veiga encanta nao é?
Bjinho pra ti!
Fazer entrevistas implica partilha.
Comunicar é partilhar.
Concordo com Jorge Rita: um belo texto e um boa lição!
E acrescento: uma excelente partilha! Uma excente comunicação escrita. Afinal comunicar é viver! É troca de experiências, emoções, informações...é partilhar
sem partilha, sem comunicação, nada existia...
e quanto aos motivos que nos levam a sitios, pessoas ou situações, não são bons, nem maus, são apenas motivos, que serão sempre os necessários e os melhores para nós!
Saravá!
Beijinhos!
Tirando a parte do "fuJida"... está, de facto, um belo texto! :)
Sem dúvidas um grande texto...cheio de sentimento e de verdades.
De volta em grande!
o testo é optimo.
fico feliz por saber-te com muita energia positiva...tu mereces tudo de bom do universo.
Maria Manuel
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